segunda-feira, 5 de março de 2012

Salto-super-hiper-mega-fantástico (e estúpido)

Para quem não sabe, eu meio que vivo entre duas turmas.

Há a minha turma "objetivamente verdadeira". Não gosto nada deles. Nada. Um ou outro são simpáticos, mas preferia reprovar um ano para não ter de ficar com esses otários. E depois há a minha turma "subjetivamente verdadeira". Adoro-os. Eles SÃO os meus amigos. Reprovava um ano por eles. E levava com uma bala também.

Nada a ver com o objetivo e subjetivo, mas acho que dá para percebera ideia. Eu escolhi Geometria, as pessoas fixes escolherem biologia. Acabei com vinte paspalhos. Sim, como já referi, não é uma regra, mas no geral são quase todos parvos.

Bem, o que eu queria dizer é que eu meio que ando por aí a saltar entre as duas turmas. É como se fosse do Céu para o Inferno. É um pouco desgostoso ter aulas depois de ter estado com os meus fofinhos. É como se eu comesse manteiga de amendoim e logo a seguir comesse a sopa, só a faz parecer ainda pior. Não, não é sobre esse salto que vou falar - embora o título seja uma boa metáfora para o descrever. 

Hoje, sendo a segunda feira que foi, ao sair às três de Geometria vi a minha turma querida do outro lado do polivalente - isso acontece quase todas as segundas. Para quem não sabe, às segundas à tarde eu lavo a mala da Gola preta. As tardes de segunda são um pouco pesadas para as minhas costas, até levo o caderno de Geometria na mão, tenho de pôr a mala à tiracolo para não me cansar.

Agora, a parte interessante (ou pelo menos mais interessante que o restos dos parágrafos anteriores). Então, hoje saí da aula com pressa. Quando os vi do outro lado, comecei logo a correr e nem pus bem a Gola. Acho que dá para adivinhar o que acontece quando se tem uma mala pesada a escorregar de um ombro enquanto se segura um caderno numa mão e se vai a correr. Well, felizmente não caí - mas a mala caiu. E eu tropecei nela MAS mesmo assim não caí. E fiquei com braço preso nela MAS não caí. Eu sou awesome. Well, fiz uma figura idiota (como sempre) porque para não dar um tralho dei um salto fabuloso mas grandiosamente estúpido (como sempre).

Quem viu foi a Nênê. Desmanchou-se a rir. E eu também, quando cheguei ao pé dela. Até comecei a chorar. Para quem não sabe, eu rio-me com coisas muito estúpidas. Para quem não sabe, eu também choro com coisas muito estúpidas. Surpresa, surpresa, existe uma zona de intereseção entre estas duas grandezas em que eu rio e choro por causa de coisas muito estúpidas ao mesmo tempo. Ya, e o Sereno ficou um bocado pasmado. Não sei como é possível que ele seja o meu melhor amigo e mesmo assim a única pessoa do mundo a nunca me ter visto a chorar de rir. Enfim, Serenices.

Dêem bons tralhos amanhã. Fico ansiosa por saber deles.

-Gui

2 comentários:

  1. Foi tão fixe olhar para ti logo no momento do salto! Opá, agora que penso nisso ainda tem mais piada... foi mesmo muito fixe. Gui se isto te faz sentir melhor, acho que de vez em quando fazes falta lá na turma, tenho saudades de te ouvir sempre comentários que enterravam toda a gente, ou das tuas gargalhadas que felizmente ainda ouço bastante!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ui, cuidado, eu enterrava as pessoas! LOOOL sempre achei que só mandava secas, mas pronto!

      Eliminar