Passei a noite a tentar perceber o que escrever. Não fui capaz de me lembrar de onde é que eu arranjava as ideias para escrever antes. Então fui ler o que escrevia. Não era que escrevesse assim tão mal. Eu dava para escritora, mas daqueles livros técnicos.
O que li foi a análise mais superficial e objetiva de uma vida. Não vi um pingo de caráter ou emoção. E assim descobri aquilo a que me tento esquivar quando escrevo.
Não sei por que razão, mas sempre me pareceram tontos aqueles blogs das meninas que falavam 761256467323456787 vezes a mesma coisa, do rapaz que lhe tinha feito não sei o quê ou ido não sei pra onde. E parecia-me ridículo terem tantos comentários e visitas, já que eram textos tão pessoais que seria difícil encontrar outra pessoa que percebesse de facto o que lá estava.
E eu sou completamente o oposto, né? Consigo falar de manteiga de amendoim em todo o sítio!
Preciso da chave.
-Gui
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